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Pablo Neruda: 113 anos

Um dos maiores poetas latino-americanos completaria 113 anos no dia 12 de julho

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Pablo Neruda ou Ricardo Eliecer Neftalí Reyes Basoalto. Poeta, diplomata, senador e um “bon vivant”, que amou a vida e os livros. 


Chileno, Neruda nasceu na cidade de Parral, no Sul. Desde criança escrevia poemas, e chegou a publicar algumas obras no jornal “La Mañana”.


Ainda adolescente, com 16 anos, ele passou a usar o nome que marcou toda a vida, Pablo Neruda. As  homenagem são a dois poetas: o francês Paul Verlaine (1844 a 1896) e o tcheco Jan Neruda (1834 a 1891).


De um lado o francês clássico e popular do outro tcheco romântico e culto. Assim vai sendo conduzida a obra de Neruda, ele começa a dar voz a um romancista mão e de coração, como já podemos ver no livro Crepusculário, publicado em 1923 ou até mesmo na obra que vai se tornar clássica, Vinte poemas de amor e uma canção desesperada.



O tom adotado em 1924, no entanto, muda completamente, e no ano seguinte ela dá voz a uma literatura livre e com ares marcantes do moderno. No livro Tentativa do homem infinito, Pablo Neruda retrata a angústia da vida. 


Consagrado na literatura, psicólogo formado, o novo desafio foi a diplomacia. Em 1927, Neruda foi nomeado cônsul na Birmânia. Assumiu uma postura política importante para a esquerda mundial. Viajou por diversos países, conhecendo importantes figuras do mundo cultural. Em 1945, no Brasil, Neruda homenageia diante de 100 mil pessoas, o líder do Partido Comunista mundial, Luis Carlos Prestes.


Ao publicar o livro Estravagario, em 1958, a mudança no estilo se torna notória. Recebe o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Oxford, no Reino Unido. Em 1971, recebe o prêmio Nobel de Literatura, e é convidado por Salvador Allende para ler no Estádio Nacional do Chile, para mais de 70 mil pessoas.



Neruda se casou três vezes e teve pelo menos seis amantes, que se tornaram inspiração para criar os famosos poemas que falavam sobre amor. A última mulher com quem se casou foi Matilde Urrutia. Ele morou com a esposa na casa apelidada de “La Chascona”, onde atualmente encontram-se pertences do poeta, e é aberta ao público.



Com a saúde muito debilitada, Pablo Neruda morreu no dia 23 de setembro de 1973, vítima de câncer na próstata. A morte dele ocorreu pouco tempo depois da queda do governo de Allende. O poeta é enterrado em um mausoléu da família, mas em 1992 seu corpo é levado para Isla Negra, onde estava sua última esposa e grande paixão, Matilde Urrutia, realizando assim o último desejo da vida de Neruda.


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